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GISLENO FEITOSA

Gisleno Feitosa é médico (CRM-PI 615), especialista em Ginecologia e Obstetrícia (RQE 47) com formação em Bioética. Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Academia de Medicina do Piauí, Academia de Ciências do Piauí, Academia de Letras do Vale do Longá, Academia Piauiense de Literatura de Cordel, Sociedade Brasileira de Escritores Médicos (Regional do Piauí) e Sociedade Piauiense de História da Medicina. Ex-Presidente da Comissão de Ética Médica do Hospital Santa Maria. Conselheiro do Conselho Regional de Medicina. Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional do Piauí. Foi membro do Conselho Superior da Universidade Federal do Piauí. É membro do Conselho Consultivo da Revista de Repente (Revista de divulgação Cultural).

 

“Arrente” Fala Assim


Primeiro aviso ao Doutor

Que não me julgo humorista.

Meio metido a escritor

Sou um ginecologista.


O que desejo é dizer,

Desse modo singular,

Pra você compreender

Nosso jeito de falar.


Forte, é o cabra da peste

Que come pirão-de-parida.

Que nasce aqui no Nordeste

E não reclama da vida!


Pernilongo é muriçoca.

Chicote se chama açoite.

Farofa aqui é paçoca.

Tardinha é boca da noite.


AVC é congestão.

Desistir é defecar.

O impotente é capão.

Dar à luz é descansar.


Cheiro ruim é catinga.

Carta coringa é melé.

“Mangueira” é nome de pinga

E comprimido é cachê.


Bola-de-gude se é bila,

No Piauí é peteca.

Cachaça forte é tiquira.

Dinheiro pouco é merreca.


Tem bolo doce e salgado.

Tem tapioca e pudim.

Marizabel e assado.

Matrinxã e surubim.


Cambica de buriti,

Mão-de-vaca e panelada,

Tem doce de bacuri

Peta, chouriço e cocada.


Baião de dois, já provou?

Nossos capote e linguiça?

Bolo frito e corredor,

Faz padre perder a missa.


Terminando, a saideira,

Eu te confesso Parente:

Esta trova é u’a brincadeira


Com quem faz pouco “DARRENTE”!



Dr. Gisleno