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ROGER RIBEIRO

euAtor, Diretor de Teatro, Membro Fundador do Grupo Proposta de Teatro, Professor de Língua e Literatura Portuguesa, Diretor da Editora Lego, Escritor, Dramaturgo, Colaborador do Portal Proposta.com, Supervisor da TV Proposta.com, Produtor Cultual, Coordenador Cultural na Fundação Cidadania…www.blogdorogerribeiro.com

GRITO OFEGANTE

Enquanto uns calam
Outros gritam

Enquanto uns riem
Outros choram

Enquanto uns dormem
Outros pesadelam.

Se viver é sofrer
Há quem esbanje viver
Um viver nítido
De farsa,
Drama psicológico,
Trama indiferente
Ao sentido eficaz
Da vida do outrem

Se amar o que
Lhe faz bem
Machuca o descrente,
Portanto, sejamos falsos,
Risonhos mas tristonhos,
Criativos mas ocultos,
Germes
no mundo da crueza,
Malditos por não poder
Bendizer o próprio viver,
Seu viver,
Nosso viver.

Mundo limitado
Por coxias reais,
Palco movediço,
Luz opaca, sombria,
Figurino ultrajado,
Cenário opressor,
Cortinas fechadas,
Fechando ao
Monologante ator
Vestido de
Personagem feliz.

(2009)




TU E EU

Se você vier de elmo, de armadura

Eu te abraço com meus ímãs

Se você xingar, me profanar

Eu te acalanto com minha paz

Se você tentar me afogar com sua saliva

Eu nado até seu coração

Se você ousar cegar-se e moucar-se

Eu me embraileio e me enlibreio

Se você disser que eu não te amo

Eu te desminto a cem mil beijos

Se você negar-se minha existência

Eu te crucifixo em meu corpo

É nossa sina amor eterno

(2007)




LEDO ENGANO

Um dia
Teu túnel
Se disse iluminado
Por uma luz
No seu fim.
Era eu.
Mas não passei
De uma ilusão.
Minha chama
Era pouco
Para a escuridão
Do teu ser.
Continuei aceso,
Mas longe
Do teu oco
Que até hoje vagueia
Em busca de mais luzes.

(2001)




PT SAUDAÇÕES

O medo superado
Agora é decepção

A decepção venceu a esperança

Quem dera fosse um pesadelo
E eu pudesse acordar
O governo desse meu país

Quem me dera de novo cantar
E poder votar
Sem medo de ser infeliz

Eles lá tudo bem
Nós aqui que sufoco
Às vezes sei lá sou tão mouco
Iludido por tão pouco
Fui louco sou louco
Meu Deus ai socorro

O meu manto vermelho
Tornou-se mortalha
Minha estrela brilhante
Agora cadente
Afunda num mar
É um mar sem fundo
De um mundo imundo
Que leva a chorar

Dizem que um novo sol
Já evém bem aí
Será que vem mesmo
Dá pra acreditar(?)
Será que estou pronto
Pra de novo tentar
Continuar a luta
Soerguer bandeira
Gritar pra mudar(?)

Nem sei, sei que é duro
Quando nossa rocha
Torna-se poeira
E polui o ar
E o ar maltratado faz um mal danado
Às minhas ilusões

Se for utopia
Perdoem-me a agonia
Mas virá outro dia!?
PT saudações

(2006)